A Rede Brincar é um espaço para pessoas comprometidas com a defesa do direito de brincar!
26 maio 2012 às 18:00 a 2 junho 2012 às 19:00 – Brasil
0 Comentários 0 Curtiram istoConvidamos todos os membros da Rede Brincar a elaborar um documento coletivo sobre os Valores e Princípios do Playworker.
Durante o mês de janeiro, aconteceram algumas atividades onde ficou muito claro para os participantes a importância de existir um entendimento compartilhado sobre estes pontos. Portanto, este é o momento para definirmos juntos quais são estes Valores e Princípios!
Nossa meta é termos um documento, que chamamos de Carta de Valores e Princípios, criado e validado pelos membros da Rede Brincar até o final de fevereiro. Todos estão convidados a opinar e participar! Para que a discussão seja mais rica, sugerimos uma primeira versão para a carta:
Carta de Valores e Princípios do "Playworker"
Brincar é essencial para o desenvolvimento saudável da criança. Brincando elas experimentam, desenvolvem habilidades e aprendem sobre si mesmas e o mundo.
Em um local adequado para brincar, elas aprenderão a fazer escolhas, estabelecer relacionamentos e a ocupar o seu tempo.
Não basta, porém, ter brinquedos, móbiles e bichinhos. Elas precisam ter ao seu lado, adultos que as apoiem e estimulem. E esses adultos podem ser um "Playworker".
Este agente permite às crianças criar, explorar, descobrir e algumas vezes, enfrentar riscos. Em um espaço adequado para brincar, as crianças farão escolhas sobre o que elas brincam e com quem brincam.
Os interessados nessa atividade devem possuir predisposição para o desenvolvimento das relações interpessoais, da liderança, da comunicação, da criatividade, além de habilidades físicas, psicológicas e sociais necessárias a um bom desempenho.
Ser um Playworker significa:
- Proporcionar amplas oportunidades para as crianças brincarem do seu jeito;
- Construir relacionamentos positivos com as crianças, seus pais e cuidadores;
- Oferecer um ambiente seguro para as brincadeiras das crianças;
- Desenvolver uma conduta justa e carinhosa;
- Encorajar as escolhas e a autoconfiança nas crianças. Um bom Playworker envolve as crianças e os jovens no planejamento e na implantação dos espaços de brincar e na escolha do seu conteúdo.
As pessoas são os meios e o fim do desenvolvimento e por isso os agentes que atuam para promovê-lo necessitarão desenvolver habilidades, atitudes e valores que são essenciais para um resultado positivo em seu trabalho transformador.
Habilidades e atitudes:
- Liderança
- Criatividade
- Organização
- Flexibilidade
- Vocação para a Pesquisa
- Laborabilidade
Valores:
- Confiança
- Honestidade
- Verdade
- Esperança
- Beleza
Requisitos básicos:
- Força e potência;
- Capacidade de aprender;
- Dominar as diferentes linguagens e códigos;
- Dominar os princípios científicos e tecnológicos
Você pode contribuir opinando sobre:
- A divisão da carta em tópicos (Significado, Valores, Habilidades e Atitudes, Requisitos Básicos)? Faltou algo importante?
- Cada ponto de cada tópico: está claro? Precisa ser melhor desenvolvido? Faltou algum ponto? Qual? Algun(s) precisa(m) ser removido(s)?
- A mensagem está clara? A linguagem é simples de ser entendida?
- O que você mudaria ou acrescentaria? Por que?
Agora é com você! :)
Tags: agente, agentes, brincadeira, brincar, criança, ludoeducador, playwork, playworker, princípios, valores
Permalink Responder até miniego Criações Infantis em 3 fevereiro 2012 at 15:36
muito bacana a iniciativa. afinal, brincadeira é coisa séria!
acho que está bem redondo.
pessoalmente, só acrescentaria como requisito a sensibilidade, que é essencial para perceber o que se passa com a criança, permitindo oferecer atividades ou brincadeiras que sejam adequadas ao momento dela, seja em termos de familiaridade com o playworker, seja em termos de idade, ritmo pessoal, ou até para perceber se a criança está cansada, por exemplo.
acho importante para o playworker ser um bom comunicador, a fim de transmitir tanto às crianças quanto a colegas e pais alguns dos valores essenciais do brincar, e para saber expor o que cada atividade ou conquista significa para cada criança.
parabéns pelo trabalho! um abraço,
maria claudia
Permalink Responder até Tiago Amaral em 6 fevereiro 2012 at 9:36
Legal, Maria Cláudia!
Obrigado pelo comentário. São 2 valores - sensibilidade e comunicação - muito importantes!
MC acredito nisso tb...Acredito que o playworker tem que ter sempre uma atenção a tudo que esta acontecendo. E para isso tem que ter essa sensibilidade. O playworker tem que estar sempre muito preparado e ter o conhecimento necessario, senao não vai..Vira reprodutor de atividades, sem saber o pq e como...
Permalink Responder até patricia ottaiano em 12 fevereiro 2012 at 16:22
concordo muito com o texto e com a maria claudia.
parabéns pela iniciativa da carta.
cheguei a me inscrever para o curso que seria no dia 10/01/12, mas a data coincidiu com a data da minha mudança de endereço e desisti.
haverá outra data em são paulo este ano?
obrigada
patricia
Permalink Responder até Cristina Imaguire em 14 fevereiro 2012 at 18:29
Olá pessoal! Estou muito feliz em ver que aí no Brasil as discussões sobre a profissionalização do playworker estão acontecendo mesmo um mês após o curso!
O que eu gostaria de acrescentar é que o playworker não é agente... ele é facilitador! O playworker não permite que a criança brinque...a criança que permite o playworker a brincar com ela e a participar de sua brincadeira.O brincar pertence à criança!!!...
Eu sei que são questões de semântica, mas muito importantes para moldar a ATITUDE que um playworker deve possuir quando está trabalhando e para caracterizar o que é ser playworker...
Então o que o playworker faz??? Há!! Aí que entra a mágica da nossa profissão!! Ele facilita, administra, brinca, compartilha, aprende, ouve, apóia...e por aí vai!
Aguardem próximos capítulos!!!
Um grande abraço,
Cristina
Permalink Responder até Roseli Aparecida Monaco em 25 fevereiro 2012 at 14:52
Oi Cristina. Muito importante o que você está colocando. O brincar pertence à criança. Não podemos esquecer isso. É muito difícil proporcionarmos isso à criança porque estamos presos a à questões instrucionistas nas nossas formações. Sempre queremos ensinar algo à elas e não as deixamos livres para brincar. Essa atitude do adulto em interagir e participar da brincadeira da criança a partir de seus interesses, faz toda a diferença.
Abraços
Roseli Monaco
Permalink Responder até Rachel Maria Zimbres Grenfell em 21 fevereiro 2012 at 13:27
Oi, Tiago
Além do que já está aí, acrescentaria como valor (?):conhecer, reconhecer e defender os direitos de crianças e jovens enquanto cidadãos, principalmente no que se refere ao direito de (ou ao) brincar.
Como habilidade e atitudes, acrescentaria: ser lúdico; estimular a autonomia para o brincar espontâneo; respeitar a diversidade de valores, incentivando as manifestações culturais de origem; valorizar as potencialidades de cada indivíduo; empatia e capacidade de interação.
Tá bom?
Abraços a todos, da Rachel.
Permalink Responder até Rachel Maria Zimbres Grenfell em 21 fevereiro 2012 at 13:42
Oi, Tiago.
Na definição de playworker, importante levar em conta as observações da Cristina (sobre não ser um agente, o playworker).
Penso, tbm, que as pessoas são "meio" mas não o fim do desenvolvimento.
Quanto ao nome da profissão, brincador traduziria o trabalhador do brincar. Diferente de brincantes, como se autodenominam os artistas dos folguedos populares nordestinos. Que tal a sugestão?
© 2012 Criado por Tiago Amaral.
