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Convidamos todos os membros da Rede Brincar a elaborar um documento coletivo sobre os Valores e Princípios do Playworker.

Durante o mês de janeiro, aconteceram algumas atividades onde ficou muito claro para os participantes a importância de existir um entendimento compartilhado sobre estes pontos. Portanto, este é o momento para definirmos juntos quais são estes Valores e Princípios!

Nossa meta é termos um documento, que chamamos de Carta de Valores e Princípios, criado e validado pelos membros da Rede Brincar até o final de fevereiro. Todos estão convidados a opinar e participar! Para que a discussão seja mais rica, sugerimos uma primeira versão para a carta:

Carta de Valores e Princípios do "Playworker"

Brincar é essencial para o desenvolvimento saudável da criança. Brincando elas experimentam, desenvolvem habilidades e aprendem sobre si mesmas e o mundo.

Em um local adequado para brincar, elas aprenderão a fazer escolhas, estabelecer relacionamentos e a ocupar o seu tempo.

Não basta, porém, ter brinquedos, móbiles e bichinhos. Elas precisam ter ao seu lado, adultos que as apoiem e estimulem. E esses adultos podem ser um "Playworker".

Este agente permite às crianças criar, explorar, descobrir e algumas vezes, enfrentar riscos. Em um espaço adequado para brincar, as crianças farão escolhas sobre o que elas brincam e com quem brincam.

Os interessados nessa atividade devem possuir predisposição para o desenvolvimento das relações interpessoais, da liderança, da comunicação, da criatividade, além de habilidades físicas, psicológicas e sociais necessárias a um bom desempenho.

Ser um Playworker significa:

  • Proporcionar amplas oportunidades para as crianças brincarem do seu jeito;
  • Construir relacionamentos positivos com as crianças, seus pais e cuidadores;
  • Oferecer um ambiente seguro para as brincadeiras das crianças;
  • Desenvolver uma conduta justa e carinhosa;
  • Encorajar as escolhas e a autoconfiança nas crianças. Um bom Playworker envolve as crianças e os jovens no planejamento e na implantação dos espaços de brincar e na escolha do seu conteúdo.

As pessoas são os meios e o fim do desenvolvimento e por isso os agentes que atuam para promovê-lo necessitarão desenvolver habilidades, atitudes e valores que são essenciais para um resultado positivo em seu trabalho transformador.

Habilidades e atitudes:

  • Liderança
  • Criatividade
  • Organização
  • Flexibilidade
  • Vocação para a Pesquisa 
  • Laborabilidade

Valores:

  • Confiança 
  • Honestidade
  • Verdade
  • Esperança
  • Beleza

Requisitos básicos:

  • Força e potência; 
  • Capacidade de aprender;
  • Dominar as diferentes linguagens e códigos; 
  • Dominar os princípios científicos e tecnológicos


Você pode contribuir opinando sobre: 
- A divisão da carta em tópicos (Significado, Valores, Habilidades e Atitudes, Requisitos Básicos)? Faltou algo importante? 
- Cada ponto de cada tópico: está claro? Precisa ser melhor desenvolvido? Faltou algum ponto? Qual? Algun(s) precisa(m) ser removido(s)?
- A mensagem está clara? A linguagem é simples de ser entendida?
- O que você mudaria ou acrescentaria? Por que?

Agora é com você! :)

Tags: agente, agentes, brincadeira, brincar, criança, ludoeducador, playwork, playworker, princípios, valores

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Respostas a este tópico

muito bacana a iniciativa. afinal, brincadeira é coisa séria!

acho que está bem redondo.

pessoalmente, só acrescentaria como requisito a sensibilidade, que é essencial para perceber o que se passa com a criança, permitindo oferecer atividades ou brincadeiras que sejam adequadas ao momento dela, seja em termos de familiaridade com o playworker, seja em termos de idade, ritmo pessoal, ou até para perceber se a criança está cansada, por exemplo.

acho importante para o playworker ser um bom comunicador, a fim de transmitir tanto às crianças quanto a colegas e pais alguns dos valores essenciais do brincar, e para saber expor o que cada atividade ou conquista significa para cada criança.

parabéns pelo trabalho! um abraço,

maria claudia

Legal, Maria Cláudia! 

Obrigado pelo comentário. São 2 valores - sensibilidade e comunicação - muito importantes!

MC acredito nisso tb...Acredito que o playworker tem que ter sempre uma atenção a tudo que esta acontecendo. E para isso tem que ter essa sensibilidade. O playworker tem que estar sempre muito preparado e ter o conhecimento necessario, senao não vai..Vira reprodutor de atividades, sem saber o pq e como...

 

concordo muito com o texto e com a maria claudia.

parabéns pela iniciativa da carta.

cheguei a me inscrever para o curso que seria no dia 10/01/12, mas a data coincidiu com a data da minha mudança de endereço e desisti.

haverá outra data em são paulo este ano?

obrigada

patricia

Olá pessoal! Estou muito feliz em ver que aí no Brasil as discussões sobre a profissionalização do playworker estão acontecendo mesmo um mês após o curso!

O que eu gostaria de acrescentar é que o playworker não é agente... ele é facilitador! O playworker não permite que a criança brinque...a criança que permite o playworker a brincar com ela e a participar de sua brincadeira.O brincar pertence à criança!!!...

Eu sei que são questões de semântica, mas muito importantes para moldar a ATITUDE que um playworker deve possuir quando está trabalhando e para caracterizar o que é ser playworker...

Então o que o playworker faz??? Há!! Aí que entra a mágica da nossa profissão!! Ele facilita, administra, brinca, compartilha, aprende, ouve, apóia...e por aí vai!

Aguardem próximos capítulos!!!

Um grande abraço,

Cristina

Oi Cristina. Muito importante o que você está colocando. O brincar pertence à criança. Não podemos esquecer isso. É muito difícil proporcionarmos isso à criança porque estamos presos a à questões instrucionistas nas nossas formações. Sempre queremos ensinar algo à elas e não as deixamos livres para brincar.  Essa atitude do adulto em interagir e participar da brincadeira da criança a partir de seus interesses, faz toda a diferença.

Abraços

Roseli Monaco 

Oi, Tiago

Além do que já está aí, acrescentaria como valor (?):conhecer, reconhecer e defender os direitos de crianças e jovens enquanto cidadãos, principalmente no que se refere ao direito de (ou ao) brincar.

Como habilidade e atitudes, acrescentaria: ser lúdico; estimular a autonomia para o brincar espontâneo; respeitar a diversidade de valores, incentivando as manifestações culturais de origem; valorizar as potencialidades de cada indivíduo; empatia e capacidade de interação.

Tá bom?

Abraços a todos, da Rachel.

 

Oi, Tiago.

Na definição de playworker, importante levar em conta as observações da Cristina (sobre não ser um agente, o playworker).

Penso, tbm, que as pessoas são "meio" mas não o fim do desenvolvimento.

Quanto ao nome da profissão, brincador traduziria o trabalhador do brincar. Diferente de brincantes, como se autodenominam os artistas dos folguedos populares nordestinos. Que tal a sugestão?

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